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Cemig atua para garantir a segurança das barragens e o fornecimento contínuo de energia

.Equipes priorizam a segurança da população, eliminando situações de risco e mitigando os efeitos adversos das fortes chuvas que atingem todo o estado

A Cemig atua de forma ininterrupta para garantir a segurança da população e reduzir os efeitos negativos das fortes chuvas que atingem todo o estado desde a semana passada, prejudicando o fornecimento de energia e aumentando a afluência das bacias hidrográficas onde estão localizados seus reservatórios.

Um esforço conjunto da companhia com os órgãos de defesa civil municipais e estadual, o Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes está sendo feito continuamente para garantir a segurança da população, realizar todos os atendimentos necessários e restabelecer a energia dos clientes afetados no menor tempo possível. A companhia destaca que, para atendimento às ocorrências no sistema elétrico, prioriza sempre casos de urgência e os que podem representar risco à população, como cabos partidos e árvores, galhos ou objetos sobre a rede. Além disso, a Cemig orienta que, sempre que o cliente se deparar com qualquer situação de risco, não deve se aproximar nem tocar em nenhum equipamento da rede elétrica, além de acionar a companhia imediatamente por meio do telefone 116, que funciona 24 horas por dia.

Em decorrência das chuvas, houve um aumento significativo do volume de água que chega aos reservatórios das usinas, de forma a amortecer o impacto dessas vazões nas comunidades situadas abaixo das barragens, mantendo sob controle as defluências e alertando previamente os moradores e os órgãos de defesa civil dos municípios afetados. Dessa forma, a necessidade de aumentar a liberação de água em algumas dessas usinas, visando, acima de tudo, garantir a segurança das estruturas e, consequentemente, da população, da fauna e da flora, estão sendo previamente comunicadas e realizadas em comum acordo com a Defesa Civil.

A Cemig também disponibiliza o aplicativo Prox, onde a população pode acompanhar em tempo real a variação dos níveis e vazões dos rios e reservatórios da região. A companhia desenvolveu esse aplicativo com o objetivo de disponibilizar mais um canal de informações para as populações influenciadas pela operação dos seus reservatórios. A ferramenta permite uma comunicação mais efetiva com a comunidade, bastando apenas o download gratuito do aplicativo (loja Play Store e Apple Store).

Reservatórios

Minas Gerais vem recebendo volumes significativos de chuva desde o final de dezembro. Os primeiros efeitos foram sentidos nas bacias ao norte do estado, em especial na bacia do Rio Pardo, onde se localizada a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Machado Mineiro. Foram registradas vazões históricas na usina. Esse regime de chuvas excepcional causou efeitos de inundação natural à própria casa de força da usina, bem como para os municípios ao longo do Rio Pardo. Os maiores impactos na região próxima à usina ocorreram nos municípios mineiros de Ninheira e Águas Vermelhas (MG) e nos municípios de Cândido Sales e Encruzilhada (BA). A Cemig manteve contato permanente com estas Defesas Civis ao longo de todo o evento, bem como junto às Coordenadorias Estaduais de Defesa Civil de Minas Gerais e da Bahia.

O mesmo tipo de evento meteorológico que originou este efeito de inundação no Rio Pardo, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), se formou novamente sobre o estado desde a quinta-feira (6/1). A ocorrência desse evento ao longo dos dias seguintes ocasionou elevados volumes de chuva na maior parte da faixa central do estado, aumentando a vazão de diversos rios.

Em relação às usinas da Cemig, para a bacia do Rio São Francisco, os efeitos das vazões elevadas já estão presentes nas usinas de Rio de Pedras (Rio das Velhas), Salto do Paraopeba (Rio Paraopeba), Cajuru e Gafanhoto (Rio Pará) e Paraúna (Rio Paraúna).

Bacia do Rio Doce

No início do evento chuvoso, o reservatório da PCH Peti se encontrava próximo ao seu mínimo operativo, o que permitiu o amortecimento da cheia e a abertura gradual das comportas ao longo da sexta e sábado (8/1), em patamares pactuados com a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de São Gonçalo do Rio Abaixo. A PCH Peti está localizada na bacia do rio Santa Bárbara, no Vale do Rio Doce, que vem recebendo um grande volume de chuvas, desde a sexta-feira passada (7/1).

Na noite de domingo (9/1), o reservatório encontrava-se com afluências de 450 m³/s, liberando 340 m³/s, e armazenamento de 75% do volume útil. A PCH Peti tem utilizado o volume de seu reservatório para retardar os efeitos de inundação na cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, que já se encontra com regiões do município alagadas desde sábado. A tendência é que as vazões permaneçam acima dos limites de inundação até quarta-feira (12/1).

A vazão em toda a bacia do rio Piracicaba está bastante elevada, já ocasionando efeitos de inundação em diversos municípios. Para a Usina Hidrelétrica Sá Carvalho, localizada no município de Antônio Dias, as vazões permanecem em ascensão acentuada, e as estimativas indicam que os efeitos de inundação podem ser similares aos verificados na cheia do final de janeiro de 2020. Os efeitos já são monitorados desde o município de Nova Era, passando por Timóteo, Coronel Fabriciano e Ipatinga.

No rio Doce, a Usina Baguari, de titularidade do Consórcio Baguari (Neoenergia, Furnas e Cemig), próxima a Governador Valadares, já opera desde domingo com vazões superiores ao limite de inundação da região, com tendência de aumento de vazões até quarta-feira. A PCH Dona Rita, em Santa Maria de Itabira, também apresenta vazões muito elevadas no rio Tanque e ocasiona inundações no município.

Importante ressaltar que a maioria dos reservatórios do Rio Doce é operado de maneira a fio d’água, ou seja, não tem capacidade de regularização de vazões e precisa repassar toda a cheia afluente.

Rio Pará

Com relação à PCH Cajuru, no Oeste de Minas, o nível do reservatório continua sendo monitorado, tendo apresentado um aumento das vazões na manhã desta segunda-feira, porém em um patamar para o qual não há registros de inundações no rio Pará, no trecho até a foz do rio Itapecerica, em Divinópolis.

A companhia segue em contato permanente com a Defesa Civil dos municípios das bacias dos rios Santa Bárbara e Piracicaba, na região Oeste de Minas, e das bacias do rio Pará e Itapecerica, atualizando as condições de operação das usinas.

Os demais municípios na calha do Rio Pará após Divinópolis sofrem já efeitos de inundação decorrentes da cheia do Rio Itapecerica (que apresenta vazões superiores a 300 m³/s ao longo desta segunda-feira) e demais afluentes da região. A situação é agravada pelo risco de rompimento da Central de Geração Hidrelétrica (CGH) Carioca, no Rio São João, afluente do rio Pará em Conceição do Pará. A CGH Carioca não pertence à Cemig. Além desse município, cabe a atenção aos efeitos de inundação em São Gonçalo do Pará, Nova Serrana e Pitangui.

Região Metropolitana de Belo Horizonte

Para a bacia do rio das Velhas, a PCH Rio de Pedras, localizada no município de Itabirito, também passou por uma operação de maiores defluências ao longo do final de semana, passando a liberar uma vazão de 300 m³/s desde a noite de sábado e ao longo do domingo. Além disso, houve impactos significativos de inundações naturais ao longo do rio das Velhas, agravadas pela situação do rio Itabirito que chegou a receber vazões superiores que a região da PCH. As comunicações entre a Cemig e os municípios de Itabirito, Rio Acima, Nova Lima, Raposos e Sabará se mantiveram desde o final da semana anterior. No momento as vazões já seguem em queda, recuando dos patamares mais críticos atingidos nos dias passados.

Para a bacia do rio Paraopeba, as vazões seguem elevadas, com efeitos nos municípios ao longo de toda a calha, inclusive na região de Igarapé, onde se localizada a UTE Igarapé, que já teve sua área industrial com princípio de inundação.

Outras bacias hidrográficas

Na bacia do rio Itabapoana, na divisa de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo já são vistos efeitos de inundação natural nos municípios da região, principalmente Bom Jesus do Itabapoana (Estado do Espírito Santo) e Bom Jesus do Norte (Estado do Rio de Janeiro). A Usina de Rosal, localizada na cabeceira do Rio Itabapoana, conta com reservatório com vertedouro crista livre, tendo a função apenas de monitoramento e alerta de cheias para a região.

Várias PCHs na Zona da Mata já registram vazões muito elevadas, como a PCH Neblina, no Rio Manhuaçu, que já apresenta vazões extraordinárias, próximas às registradas no final de janeiro de 2020. A mesma situação é verificada na PCH Coronel Domiciano, próxima à Muriaé.

Na Usina Queimado, no Rio Preto, Noroeste de Minas, onde a geração de energia já está maximizada, a afluência se mantém em um patamar superior. Dessa forma, para garantir a manutenção do nível de armazenamento em torno de 70% do volume útil, é prevista a necessidade de realizar vertimentos menores durante a semana, aproveitando a estiagem que o trecho ao longo da cidade de Unaí vivencia após inundações do último dia 06/01.

Na região da bacia do rio São Francisco, as vazões que chegam na UHE Três Marias, nesta segunda-feira, já superam o patamar de 5.000 m³/s com tendência de aumento até à próxima quarta-feira. Nesta segunda, a geração da usina foi maximizada, aumentando a liberação de vazões para o patamar de 845 m³/s. O armazenamento atual está no patamar de 70% de seu volume útil.

Ainda assim, dado que a diferença entre a vazão que entra e sai do reservatório, o nível de Três Marias deve continuar a subir. Dessa forma, será necessária a implementação de aberturas parciais de seu vertedouro, ampliando a liberação de água, mas mantendo o comportamento de defluir sempre menos do que está chegando naturalmente pelos rios afluentes.

O ponto de controle para a programação de vertimento na Usina Três Marias é associada ao município de Pirapora, que possui ilhas fluviais alagáveis, que estão no limite de inundação devida aos efeitos provocados pelo rio Abaeté, que deságua após à usina. A reforma do Vapor Benjamin Guimarães pode ser afetada com vazões elevadas, estando a Cemig em contato com o IEPHA e SAAE de Pirapora para maior avaliação dos impactos a esse patrimônio histórico da região.

Já na região da bacia do rio Grande, a Usina Camargos, localizada no Sul de Minas e próxima aos municípios de Itutinga e Nazareno, vem enchendo seu reservatório após um período seco acentuado no ano de 2021. Nesta segunda-feira, as vazões que chegam ao lago estão no patamar de 470 m³/s enquanto à liberação pela máxima geração de energia possível está em 200 m³/s. Seu reservatório está no patamar de 69% de armazenamento e, visando manter um volume vazio para amortecer eventuais efeitos de cheias ao longo dos próximos meses, será implementado o primeiro patamar de vertimento, ampliando a liberação de água para 300 m³/s, nessa terça-feira (11/1). Já na quarta-feira, nova ampliação do vertimento será realizada de maneira a elevar a liberação para um total de 500 m³/s, caso a previsão de aumento da vazão afluente se confirme. Importante ressaltar que não é esperado efeito de inundação ao longo da calha do rio Grande para esse patamar de vazão

Distribuição de energia

Na manhã desta segunda-feira (10/1), a Cemig estava com mais de 2.800 serviços emergenciais em atendimento, sendo a maioria na capital e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Foram mobilizadas equipes de reforço para o restabelecimento da energia o mais rápido possível, com previsão de atendimento à maioria dos clientes afetados até o final do dia.
Nos municípios da RMBH e do interior de Minas, a Cemig realizou diversos contatos com os órgãos de defesa civil municipais e estadual, visando executar desligamentos por questões de segurança, especialmente em áreas alagadas e atingidas por deslizamentos de terra. Destaque para os municípios de Itabirito, Brumadinho, Ponte Nova, João Monlevade, Pará de Minas, Ipatinga e Raposos, onde os atendimentos têm sido mais complexos. Na RMBH, houve necessidade de interromper o fornecimento de energia em áreas alagadas em Betim, Ibirité e Sarzedo.

Belo Horizonte

Na capital, uma árvore de grande porte, que caiu na rua Gonçalves Dias, bairro Santo Agostinho, durante a madrugada desta segunda-feira, atingiu a rede elétrica, causando a quebra de dois postes, rompimento de cabos e interrupção no fornecimento de energia para moradores das proximidades. Imediatamente, equipes da Cemig, em conjunto com a BH Trans e o Corpo de Bombeiros, passaram a atuar para a desobstrução da rua. Devido à complexidade dos serviços, os profissionais trabalharam ao longo de toda a madrugada e continuam atuando no local, para providenciar a substituição dos postes danificados e demais reparos necessários. A previsão é de que o serviço seja concluído e os clientes atingidos sejam restabelecidos nesta segunda-feira.

Região Oeste de Minas

Um desarme na Linha de Distribuição (LD) Abaeté 2 – Morada Nova de Minas, ocorrido na noite de domingo (9/1), afetou o fornecimento de energia para as sedes municipais de Paineiras, Biquinhas e Morada Nova de Minas, na região Oeste de Minas. Imediatamente, equipes da companhia atuaram para restabelecer a maior parte dos municípios afetados, permanecendo, no entanto, alguns clientes ainda desligados em Morada Nova de Minas. A causa do desligamento foi a queda de uma estrutura da LD, derrubada pelas fortes chuvas que atingem a região. Devido à complexidade dos serviços, o restabelecimento para todos os clientes atingidos ocorreu na madrugada desta segunda-feira (10/1).

Agências de atendimento

Em função das fortes chuvas que atingiram o estado no fim de semana, as agências de atendimento presencial ao cliente dos municípios de Vespasiano, Congonhas, Sabará, Santa Luzia, Espera Feliz e Carangola não funcionam nesta segunda-feira. A previsão é de que as agências – que estarão fechadas para reparos e limpeza – voltem a funcionar normalmente a partir de terça-feira (11/1).

A companhia destaca que todos os serviços oferecidos ao cliente continuam disponíveis pelos canais digitais. O cliente pode buscar atendimento via WhatsApp (enviando uma mensagem para o número 31 3506-1160); App Cemig Atende (disponível para Android e iOS); Cemig Atende Web  e SMS (enviando uma mensagem para o número 29810), além do telefone 116, disponível 24 horas por dia.