Riscos técnicos da proximidade com a rede

Gradiente de potencial no solo em torno da estrutura durante um curto-circuito fase-terra.
Tensão de passo
Durante um curto-circuito fase-terra, correntes elevadas são injetadas no solo pelas fundações e pelos cabos contrapeso. Surgem gradientes de potencial na superfície: os pés de uma pessoa, apoiados em pontos com potenciais diferentes, ficam submetidos a uma diferença de tensão.
Tensão de toque
Ocorre quando a pessoa está efetivamente tocando a estrutura que injeta corrente no solo. É a razão pela qual encostar em torres, estais, cercas e portões metálicos próximos é extremamente perigoso durante descargas atmosféricas e faltas.
Arco elétrico
A corrente percorre o ar até um objeto próximo, sem contato físico. Ferramentas, escadas, varas de poda, antenas, jatos de água e lanças de guindaste podem iniciar o arco.
Indução eletromagnética
Cercas, correias transportadoras, dutos e tubulações metálicas paralelos à linha acumulam tensão induzida. Por isso a norma exige seccionamento e aterramento dessas partes.
Rompimento de cabos
Sobrecarga mecânica, vandalismo, choque de máquinas e queda de árvores podem romper condutores, energizando o solo, cercas e a água de poças em toda a volta.
Aterramento especial
Em regiões com trânsito intenso de pessoas, as estruturas recebem aterramento especial — anéis equalizadores e hastes — para controlar os potenciais de passo e de toque. Essas estruturas são sinalizadas com a placa “ATENÇÃO – ESTRUTURA COM ATERRAMENTO ESPECIAL”. Escavar, remover ou romper esse sistema (com arado, valas ou terraplenagem) compromete a proteção de todos.

