Recursos Hídricos

Imagem aérea da usina hidrelétrica de Três Marias com múltiplos vertedouros liberando água.

O Brasil concentra cerca de 12% da água doce superficial do planeta, o que o posiciona entre os países com maiores reservas hídricas do mundo. No setor elétrico, esse recurso tem papel estratégico, já que mais de 60% da matriz elétrica brasileira é composta por geração hidrelétrica. 

A Cemig contribui de forma significativa para esse cenário, com uma geração que representa 58% da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN). Com isso, a companhia tem participação relevante na transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável no país.

As hidrelétricas, além de gerarem energia, têm papel importante na reserva e no uso equilibrado da água. Seus reservatórios ajudam a manter o fornecimento de água durante períodos de seca e a reduzir o risco de enchentes na estação chuvosa. 

Por isso, uma gestão integrada e sustentável desses reservatórios é fundamental para garantir a produção de energia, proteger o meio ambiente e apoiar o desenvolvimento das comunidades. 

Para uma gestão eficiente desses reservatórios, a Cemig investe em previsão meteorológica e monitoramento contínuo das chuvas, do nível dos rios e do armazenamento de água. 

A empresa conta com uma ampla rede de estações automáticas de medição, que transmitem dados em tempo real, permitindo um planejamento estratégico da operação das comportas e da geração de energia, otimizando o uso dos recursos hídricos de forma segura e sustentável. 

Além de contribuir para a regularização dos recursos hídricos, a água armazenada nos reservatórios também pode ser utilizada para diversas finalidades, como: 

  • Abastecimento humano e industrial; 
  • Irrigação para a agricultura; 
  • Navegação, facilitando o transporte fluvial; 
  • Pesca e aquicultura, incluindo a criação de peixes em tanques-rede; 
  • Turismo e lazer, impulsionando o desenvolvimento local.

Como é feita a gestão dos recursos hídricos

Desde a criação da Política Nacional de Recursos Hídricos e do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, com a Lei nº 9.433/1997, o uso da água no Brasil é debatido em órgãos colegiados, reunindo representantes do poder público, da sociedade civil e de usuários. 

A gestão hídrica envolve ações para regular, controlar e proteger esse recurso, seguindo leis e normas elaboradas por órgãos legislativos e colegiados. Dessa forma, como grande usuária de água, a Cemig participa ativamente da formulação dessas políticas, contribuindo com debates técnicos nos principais órgãos de gestão. 

Um exemplo de espaço participativo é o Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Minas Gerais, onde a Cemig representa os usuários do setor elétrico. A empresa também participa de 14 comitês de bacias hidrográficas, que reúnem representantes de diversos setores para discutir, avaliar e conciliar os diferentes usos da água de forma democrática e integrada.

Monitoramentos

A Cemig opera 86 estações especiais chamadas de estações fluviossedimentométricas, que monitoram a qualidade da água e a quantidade de terra e areia que entram e se acumulam nos reservatórios de suas usinas hidrelétricas. Essas estações ajudam a entender quanto tempo esses reservatórios poderão funcionar bem e se estão cumprindo as regras ambientais exigidas pelo governo. 

Esse trabalho é feito com coletas e análises detalhadas da água e dos sedimentos dos rios. Com esses dados, a Cemig consegue entender o que está acontecendo e planejar ações para proteger os locais onde a água nasce ou se acumula. Essas informações são compartilhadas com os Comitês de Bacias Hidrográficas e atende à Resolução Conjunta ANA/ANEEL nº 3/2010. 

Esses dados ainda ajudam a Cemig a conseguir autorizações ambientais necessárias para operar suas usinas (essas autorizações são chamadas de Licenças de Operação) e a identificar problemas ambientais, como erosão ou poluição. 

A Cemig também possui uma grande rede de estações hidrometeorológicas, que são equipamentos instalados em várias partes do país para acompanhar o clima e os rios. Essa rede começou a funcionar com o objetivo de estudar o potencial de geração de energia dos rios mineiros e planejar melhor o crescimento do setor elétrico. 

Hoje, essa rede tem 583 pontos de medição, espalhados por Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Santa Catarina. Esses pontos incluem:

  • 232 locais onde se mede a chuva; 
  • 224 locais onde se mede a quantidade de água que passa pelos rios; 
  • 74 locais onde se mede o nível da água nos rios e reservatórios; 
  • 53 estações climatológicas, que verificam dados como temperatura, umidade, vento, radiação solar e pressão do ar.

Todas essas informações são enviadas automaticamente para a sede da Cemig, em Belo Horizonte, em tempo real, e ajudam a empresa a tomar decisões mais seguras e responsáveis sobre a produção de energia e o uso da água. 

A Cemig tem um compromisso contínuo com a preservação da qualidade da água, essencial para a geração sustentável de energia e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Por meio de monitoramento rigoroso, a empresa busca minimizar impactos ambientais. 

Além da gestão dos recursos hídricos, a Cemig realiza campanhas informativas sobre fatores que podem afetar a qualidade da água e a geração de energia.