VAMOS

O Programa VAMOS foi criado pela Cemig com o objetivo de atender às diretrizes do Plano de Ação de Emergência (PAE) e do Plano de Contingência Municipal (PLANCON). Trata-se de uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cultura de prevenção e do relacionamento com as comunidades localizadas no entorno das barragens.
Por meio do programa, são realizadas ações educativas, treinamentos e simulações, garantindo que a população compreenda os riscos existentes e saiba como agir em situações emergenciais.
Além disso, o VAMOS busca atender às exigências regulatórias e promover a preparação para os simulados de evacuação na Zona de Autossalvamento (ZAS), definida como a área até 10 km da barragem ou 30 minutos iniciais da área de impacto, ampliando a conscientização sobre riscos entre todos os envolvidos.
O programa coloca a população no centro da gestão de emergências, reconhecendo-a como parte fundamental na condução de eventos críticos. As etapas do projeto, desde o planejamento de uma resposta hipotética até a execução de um simulado real, são amplamente discutidas, revisadas e validadas por órgãos públicos competentes, como prefeituras, órgãos de defesa civil e o Corpo de Bombeiros.
Essas atividades ocorrem nos Comitês de Integração (CI), organizados pela Cemig para cada usina. Os comitês também podem incluir representantes da sociedade civil, da Polícia Militar e de operadores de outros empreendimentos com barragens na região, garantindo um diálogo participativo e colaborativo voltado à segurança e ao bem-estar da comunidade.
Etapas previstas pelo VAMOS
O programa conta com etapas que orientam a atuação conjunta da Cemig, dos órgãos públicos e da população na preparação para situações de emergência. Veja quais são elas a seguir.

Ações integradas aos objetivos dos Comitês de Integração
- Assegurar que as ações sejam coordenadas entre os diferentes atores envolvidos na integração do Plano de Ação de Emergência (PAE) ao Plano de Contingência Municipal (PLANCON);
- Acompanhar as atividades de integração estabelecidas no projeto;
- Auxiliar os órgãos de defesa civil na elaboração dos PLANCONs;
- Realizar reuniões de nivelamento técnico, abordando temas como ferramentas técnicas, leitura de mapas e estabelecimento de parcerias com outros órgãos públicos;
- Apoiar a integração documental, garantindo que o PAE e o PLANCON estejam devidamente relacionados;
- Realizar workshops com os órgãos de proteção e defesa civil, promovendo a divulgação de informações e a conscientização da população sobre os cenários de emergência;
- Planejar simulados de evacuação a serem realizados em conjunto com os órgãos de defesa civil dos municípios, garantindo que a população esteja informada sobre todas as etapas do processo;
- Realizar o levantamento das áreas de fauna e flora impactadas;
- Executar o cadastramento socioeconômico da população da Zona de Autossalvamento (ZAS);
- Realizar visitas às residências de todos os potenciais atingidos na ZAS, para melhor conhecimento das famílias que vivem em áreas de risco;
- Apoiar os municípios na definição de rotas de fuga e pontos de encontro;
- Instalar sistemas de alerta na ZAS, como sirenes móveis ou fixas ou o Dispositivo Individual de Notificação (DIN).

