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Equipe “antigatos” da Cemig realiza novo mutirão em BH
Movimentada avenida da Região da Pampulha foi alvo nesta etapa da operação
 
23/02/17
 
A Cemig realizou, nesta semana, um novo mutirão de inspeções e cortes na capital mineira. Desta vez, os alvos foram bares e restaurantes da Av. Fleming, importante local de lazer da Região da Pampulha. Além disso, um condomínio do bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova, também teve várias medições inspecionadas pelas equipes da Empresa após denúncia anônima de que um eletricista teria feito vários “gatos” sob encomenda no local.
 
No total, foram executadas 44 inspeções, sendo 16 delas na Av. Fleming, e os equipamentos suspeitos de irregularidades foram retirados e levados para perícia técnica no laboratório da Empresa. Também foram realizados 300 cortes de energia devido ao atraso no pagamento das faturas, com previsão de recuperação de receita de R$500 mil. Durante a operação, um comerciante foi flagrado, minutos após seu estabelecimento ser desligado por falta de pagamento, tentando religar por conta própria  a energia. Além de correr risco de se acidentar com choque elétrico, o homem pode responder criminalmente pela ação.
 
Segundo o gerente de Gestão e Controle da Medição, das Perdas Comerciais e da Adimplência da Distribuição da Cemig, Marco Antônio de Almeida, a concessionária tem um prejuízo anual de R$ 300 milhões com ligações irregulares e clandestinas. “Além de preservar a segurança da população e coibir esse tipo de crime, a diminuição das perdas decorrentes das ligações irregulares reflete diretamente na tarifa de energia, pois a energia furtada é considerada na composição da tarifa”, afirma.
Ainda de acordo com o gerente da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% menor se não houvesse ligações irregulares e clandestinas. “O prejuízo é rateado entre a Cemig e os consumidores adimplentes, encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”, esclarece.
 
Conforme Marco Antônio de Almeida, se forem confirmadas as irregularidades, os infratores podem responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. A prática também pode ocasionar acidentes fatais, além de incêndios e danos à rede elétrica.
 
“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes e danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pela sobrecarga gerada pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, afirmou Marco Antônio.
 
Centro Integrado de Medição
Outra ação adotada pela Companhia diz respeito à utilização de softwares de inteligência para seleção de alvos e o monitoramento à distância do consumo de grandes clientes. Por meio do Centro Integrado de Medição (CIM), é possível identificar instantaneamente qualquer anomalia no padrão de consumo de energia desses grandes clientes – aproximadamente 13 mil, que representam cerca de 45% do faturamento da Cemig – e enviar equipes de campo para regularização das fraudes.
 
Com investimentos de cerca de R$ 12 milhões, o CIM conta com uma sala de operação projetada para funcionar com 26 postos de trabalho, sendo 12 destinados às atividades de monitoramento dos sistemas de medição e nove para seleção de alvos de inspeção.

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