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​​Incêndios próximos à rede elétrica e como evitá-los
Queimadas são a principal causa, apesar de serem proibidas por lei; o crime pode deixar milhares de pessoas sem energia, prejudicar a natureza e provocar acidentes


 
 
Apenas entre janeiro e maio deste ano, 3.500 clientes da Cemig ficaram sem energia em decorrência de queimadas próximas à rede elétrica. Foram mais de 30 interrupções causadas pelo fogo nesse período, sendo a maioria concentrada nas regiões Centro e Leste de Minas Gerais. Nesta época do ano, as queimadas se espalham com facilidade e podem deixar cidades inteiras sem energia.

É por isso que lançamos, anualmente, uma campanha de prevenção de queimadas próximas às linhas de transmissão. Em 2020, trazemos o lema “Respeito à vida: essa é a fonte da nossa energia”, pensando principalmente nas graves consequências dessa prática.

Riscos e consequências
Os incêndios podem provocar danos profundos, tanto à rede elétrica quanto à natureza e aos motoristas nas estradas. Queimadas perto de linhas de transmissão podem deixar hospitais, comércios e escolas sem energia. É crime e pode dar cadeia.

Além disso, não é um problema de rápida solução. Quando há dano aos postes e cabos condutores, é necessário substituir equipamentos – causando uma demora na religação dos circuitos atingidos.

Tamanho risco pode afetar a vida de milhares de pessoas, caso haja a interrupção do fornecimento de energia em um hospital, por exemplo.  

“Além dos danos ao setor elétrico, as queimadas prejudicam a segurança dos motoristas, que têm a visibilidade das pistas comprometida e, no ambiente rural, reduzem a produtividade nas áreas de cultivo, além de causar impacto na fauna e no habitat natural de animais”, alerta o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da Cemig, João José Magalhães Soares.

Queimada é crime! Denuncie!



Monitoramento e novas tecnologias
Pensando nisso, intensificamos ações preventivas nessa época do ano, como a limpeza de faixas de servidão, poda de árvores e arbustos e remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. Também realizamos inspeções em nossas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais. 

Para otimizar nossa atuação, investimos na tecnologia do projeto Apaga o Fogo!, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Por meio da plataforma on-line www.apagaofogo.eco.br, que disponibiliza imagens em tempo real, podemos identificar focos de incêndio em sua fase inicial. 

Como? Essas imagens são processadas por algoritmos de inteligência artificial que podem validar – já no início – focos de fumaça, além de monitorar a evolução de um incêndio. A plataforma também permite a participação de internautas, que podem se cadastrar e auxiliar na identificação dessas queimadas.

“Dessa forma, as áreas de preservação ambiental poderão ser supervisionadas 24 horas por dia, e ainda podem contar com uma ampla colaboração dos internautas. O objetivo do projeto é reduzir os registros de incêndio nos grandes centros urbanos. Também vem para melhorar a qualidade dos serviços da Cemig, por meio da redução das interrupções no fornecimento de energia elétrica causadas por incêndios próximos às redes de transmissão e distribuição da empresa”, explica nosso engenheiro de tecnologia, Carlos Alexandre Meireles do Nascimento.

Atualmente, o site Apaga o Fogo! monitora, em caráter experimental, a Reserva Biológica da UFMG, por meio de câmeras instaladas no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec), e a Mata Serra Verde, a partir de câmeras instaladas na Cidade Administrativa. A expansão dessa cobertura irá aproveitar a estrutura já existente nas linhas de transmissão e distribuição de energia para abrigar novas câmeras do projeto.

Conscientização e mobilização
Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos: 

•Se você tiver um terreno, é importante mantê-lo limpo. 

•É recomendado também fazer aceiros ao redor de casas, currais, celeiros e outras construções. Estes precisam ser mantidos roçados. 

•Não faça queimadas irregulares para limpar pastagem ou plantio agrícola. 

•Não solte balões.

•Em casa, evite queimar lixo, pois o fogo pode se espalhar. 

•Apague totalmente a ponta do cigarro antes de jogá-la em lixeiras. Não jogue cigarros ou fósforos à beira de estradas ou perto de campos e florestas.

•Em acampamento, apague com água o resto do fogo, para evitar que o vento leve as brasas para a mata.

Realizar queimadas irregulares perto de linhas de transmissão constitui crime federal de acordo com o Decreto nº 2.661 de 1998. É proibido atear fogo em uma faixa de 15 metros dos limites de transmissão de energia e de 100 metros ao redor das subestações. Também não são permitidas queimadas a menos de 15 metros de rodovias e ferrovias.

Lembramos que também é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. 

"Em caso de incêndios, o Corpo de Bombeiros (193) ou as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem ser avisados o mais rápido possível”, completa o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho, João José.

Vale destacar que todos podem denunciar a prática de queimadas ilegais, de maneira anônima, ligando gratuitamente para o telefone 181.
 
Uso Seguro da Energia
Esse tema é um dos tópicos abordados em nosso treinamento a distância (EaD) sobre o uso seguro da energia. Curso totalmente gratuito e disponível para toda a população acima de 10 anos de idade.

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