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 ​Bacia do Rio Pardo
 
O Rio, que no período colonial era chamado de Santo Antônio, foi um dos cenários mais representativos do avanço da ocupação portuguesa sobre o sertão, constituindo-se em um dos pontos de encontro entre culturas tão distintas (nativos e colonizadores).
A primeira incursão de caráter colonizador no norte mineiro foi coordenada pelo castelhano Francisco Spinosa, entre 1553 e 1554, durante o governo Duarte da Costa. Essa expedição, partindo de Porto Seguro e passando pelas bacias dos rios Jequitinhonha, Pardo e São Francisco, após notícias da existência de pedras e metais preciosos na região, deu início a uma série de entradas em busca das minas sertanejas.
Desbravadores vinham do litoral baiano e bandeirantes paulistas avançavam enfrentando os obstáculos naturais, além das tribos indígenas que habitavam a região (como os aimorés, tapuias, mongoiós e pataxós). Mesmo com tribos se deslocando para outras áreas, os confrontos e as dizimações foram inevitáveis.
Com o argumento da catequização e da superioridade cultural européia, os índios sertanistas eram utilizados na busca do ouro, na condução do gado para o interior e na ocupação colonial, que se iniciou em 1698 e teve seqüência durante o século XIX com o surgimento de vilas e o povoamento acelerado pela chegada de garimpeiros fugindo das perseguições administrativas no Distrito Diamantino.
A bacia hidrográfica do Rio Pardo tem 32.334 km², abrangendo quase 30 municípios, cuja população residente é cerca de 260 mil pessoas. Seu principal afluente é o rio mineiro Mosquito, que está na microrregião de Salinas, abrange 11 sedes municipais com uma área de drenagem de 12.762 km² e abastece uma população de quase 110 mil pessoas.
O monitoramento da qualidade da água do rio indica padrões que variam de aceitáveis a bom, apesar do rio receber efluentes domésticos e industriais sem tratamento e ser impactado pelas atividades de agricultura e pastagem. O clima local é variado, sendo que a pluviosidade na parte ocidental concentra-se no verão, enquanto na parte oriental o volume é maior durante o ano.
Grande parte da área ocupada da bacia é utilizada para pecuária, agricultura, extrativismo vegetal e mineração, além de pequenas atividades industriais. Os rios são utilizados para irrigação, abastecimento público urbano e rural, lazer, turismo, navegação (foz do Pardo) e para a pesca artesanal de peixes como curimatã, traíra e piau. Além disso, a Cemig realiza peixamentos de espécies nativas a partir do trabalho na Estação de Piscicultura de Machado Mineiro.
Rio Pardo e principais afluentes
O Pardo é um rio federal que percorre uma extensão de 565 km, sendo 220 km no território mineiro, da nascente, no município de Rio Pardo de Minas, a cerca de 750 m de altitude, até a foz em Canavieiras, no estado da Bahia, quando deságua no Oceano Atlântico, a 18 km acima da foz do Rio Jequitinhonha.
Seus principais afluentes são, pela margem esquerda, os ribeirões Salitre, Ribeirão e Vereda e os rios São João do Paraíso e Catolé Grande, e, pela margem direita, os rios Mosquito, Macarani e Maiquinique.
Localização
A bacia hidrográfica do Rio Pardo está localizada nas regiões Sudeste e Nordeste, na região hidrográfica mineira do Atlântico Leste, na mesorregião Norte de Minas e do Sul Baiano. Confronta ao sul com a Bacia do Rio Jequitinhonha, ao norte com a Bacia do Rio de Contas e do Rio Colônia, a oeste com a Bacia do Rio São Francisco e ao leste com o Oceano Atlântico.
 
 
 

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