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Bacia do Rio Jequitinhonha

De Jequi, armadilha para apanhar peixes, e Tinhonha, rio largo, vem o nome do rio que testemunha as alegrias e agruras de quase um milhão de inquilinos de 63 municípios mineiros e 7 baianos. Nos primeiros relatos do padre jesuíta João de Aspiculeta Navarro, de 1555, registros da primeira expedição saindo da foz, em Belmonte, futuro entreposto para a produção cacaueira, e seguindo por “350 léguas” (2,1 mil km) a procura do ouro, que só seria encontrado no século XVIII. No rastro do ouro, o diamante, a ocupação do entorno do Jequitinhonha e a dizimação dos primeiros habitantes ainda vivos nas pinturas rupestres da margem do rio.

Os que vivem ali agora mantêm suas tradições e revelam uma composição singular de influências indígenas, africanas e portuguesas, seja por cantigas de lavadeiras ribeirinhas, nas diversas manifestações de religiosidade ou no rico e diverso artesanato, com destaque para as bonecas feitas de barro, tecelagem, cestaria, esculturas em madeira, trabalhos em couro, bordados e pintura.

Porém, essa harmonia é ameaçada com a operação de garimpos ilegais ou com a falta de saneamento básico, dentre outros problemas. Em contrapartida, existem cerca de 20 Áreas de Preservação Ambiental ao longo de seu percurso.

A Bacia do Jequitinhonha compreende uma área de 70.315 km², sendo que 66.319 km² situam-se em Minas Gerais, enquanto 3.996 km² pertencem à Bahia, representando 11,3% da área do estado mineiro e apenas 0,8% do baiano. A área compreende seis mesorregiões, subdivididas em onze microrregiões. No Vale do Jequitinhonha, está uma população 977,8 mil pessoas, de acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da riqueza de recursos naturais, a carência de infra-estrutura e as características físicas particulares de clima e relevo (boa parte do solo é árida, castigada por secas e enchentes) são desafios para o desenvolvimento local, gerando êxodo rural para os grandes centros urbanos e um esvaziamento demográfico freqüente, já que as cidades locais oferecem poucas oportunidades de emprego e acesso ao ensino de qualidade.

Além disso, a região tem a menor participação no Produto Interno Bruto e o menor Índice de Desenvolvimento Humano do Estado, sendo que mais de dois terços da população vivem na área rural sobrevivendo da agricultura familiar e pecuária.

Rio Jequitinhonha e principais afluentes

O Jequitinhonha é um rio federal que percorre uma extensão de 1.082 km, da nascente no Pico do Itambé (Serro), na Serra do Espinhaço, nos arredores da localidade de Capivari, sopé do Morro Redondo, até o Oceano Atlântico, onde deságua em Belmonte, no estado da Bahia.

Seus principais afluentes são, pela margem esquerda, os rios Itacambiruçu, Salinas, São Pedro e São Francisco, e, pela margem direita, os rios Araçuaí, Piauí e São Miguel.

Localização

A bacia hidrográfica do Rio Jequitinhonha está localizada nas regiões Nordeste e Sudeste, onde está 94,3% de sua área. A bacia confronta ao sul com a bacia do Rio Doce, a oeste com a bacia do Rio São Francisco, ao norte com a bacia do Rio Pardo e ao leste com as bacias dos rios Mucuri, Itanhém, Jucuruçu e Buranhém, além do Oceano Atlântico. Está compreendida entre os paralelos 16º e 18°S e os meridianos 39º e 44ºW.

Usinas na bacia do rio Jequitinhonha

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