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Bacia do Rio Doce

Desde quando o explorador português Sebastião Fernandes Tourinho realizou a sua primeira missão na nova colônia portuguesa, o Brasil, em 1572, os relatos já indicavam um lugar repleto de natureza exuberante, diversidade e com as tão esperadas pedras preciosas.

O bandeirante não teve sucesso na busca do ouro, mas sua trajetória, em canoas, de Porto Seguro até a “origem do Rio Doce”, na região de Ponte Nova, despertou interesse de outros que encontraram as primeiras reservas auríferas, entre 1693 e 1695, e aqueles que então habitavam a região: os índios botocudos, pataxós e crenaques.
No final do século XVIII, com a decadência do ciclo do ouro em Minas Gerais, foi realizada uma exploração mais detalhada do rio e de seus afluentes, que caracterizaria o rio como via comercial de extrema importância e fonte invejável de minério e pedras preciosas. Tanto que, na Segunda Guerra Mundial, a Tríplice Aliança identificou as riquezas da região como estratégicas para o conflito e conseguiu grande quantidade de matérias-primas, principalmente o ferro.
A bacia hidrográfica tem uma grande extensão territorial, com cerca de 83.400 km2, sendo 86% pertencente a Minas Gerais e o restante ao Espírito Santo. São 228 municípios abrangidos, sendo 202 em Minas e 26 capixabas. A região tem uma população da ordem de 3,1 milhões de habitantes, sendo 68,7% na área urbana, com destaque para as cidades de Governador Valadares e Ipatinga.

O clima predominante é o tropical de altitude, com uma precipitação média anual que varia de 1.500 mm a 900 mm. Originalmente coberta por Mata Atlântica, a exploração da região restringiu o revestimento florístico originário basicamente à área do Parque Estadual do Rio Doce.
Os setores que mais trazem dividendos à região, que gera 15% do PIB de Minas, são a siderurgia (no Vale do Aço, está o maior complexo siderúrgico da América Latina), metalurgia, reflorestamento, álcool, mecânica, química, alimentícia, têxtil, curtume e agricultura, com destaque para o café. O trabalho artístico com pedras preciosas e semipreciosas, o artesanato e as esculturas em pedra-sabão também são marcantes. Tanto quanto a cultura, o folclore, que deriva de um sincretismo de crenças afro-brasileiras, componentes religiosos e naturais.
Rio Doce e principais afluentes
O Rio Doce percorre uma extensão de 853 km, da nascente até o Oceano Atlântico. Seus rios formadores são o Piranga e o Carmo, cujas nascentes estão situadas nos municípios de Ressaquinha e Ouro Preto, respectivamente, nas serras do Espinhaço e da Mantiqueira, onde as altitudes chegam a 1.200 m.
Seus principais afluentes são, pela margem esquerda, os rios Santo Antônio, Piracicaba e Suaçuí Grande, em Minas Gerais, Pancas e São José, no Espírito Santo, e, pela margem direita, os rios mineiros Manhuaçu, Casca, Caratinga-Cuieté e Matipó, e o capixaba Guandu.
Localização
A bacia hidrográfica do Rio Doce confronta ao sul com a bacia do Rio Paraíba do Sul, a oeste com a bacia do Rio São Francisco, ao norte, com a bacia dos rios Jequitinhonha e Mucuri, a noroeste com a bacia do rio São Mateus e, em uma pequena área a sudoeste, com a do Rio Grande. A Bacia está na região Sudeste, entre os paralelos 18°45' e 21°15' de latitude sul e os meridianos 39°55' e 43°45' de longitude oeste.
 
 

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