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Bacias do Leste

Bacia do Rio Buranhém
A Bacia do Buranhém abrange municípios importantes para o setor de turismo nacional nos estados de Minas Gerais e da Bahia, passando inclusive sob a BR-101, importante rota de integração nacional. O Rio está no centro do triângulo turístico do Sul da Bahia, que envolve Arraial D’Ajuda, Trancoso e Porto Seguro, onde abrange uma área de 377,8 km², corta o Centro do município e permite passeios ecológicos até a Ilha do Pau do Macaco, uma das várias ilhas fluviais locais entre ecossistemas diversos, além de formar um estuário com 12 km de extensão, com manguezais e espécies estuarinas características.

Nas proximidades da foz, com vazão média de 25,65 m³/s, acontece a pesca e o transporte por balsas entre as margens, durante 24 horas. A Bacia também foi o pano de fundo do descobrimento das terras brasileiras pelos portugueses.

Rio Buranhém 
O Rio Buranhém nasce na Pedra do Cachorro, na Serra dos Aimorés, em Santo Antônio de Jacinto (MG). Conhecido também como Rio do Peixe ou Porto Seguro, percorre 20 km em Minas Gerais e 128 km na Bahia, para completar 148 km de curso até sua foz no Oceano Atlântico, entre Porto Seguro e Arraial D’Ajuda, entre as belas praias do Cruzeiro e do Apaga-Fogo.

Localização
A Bacia do Buranhém está localizada nas regiões Sudeste e Nordeste, passando pelos estados de Minas Gerais e da Bahia. Sua área confronta com as bacias do Rio Jequitinhonha, a oeste e ao norte, dos rios João de Tiba e dos Mangues, ao norte, dos rios Jucuruçu, Caraíva e do Frade, ao sul, e com o Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Itabapoana
A Bacia do Itabapoana drena uma área de 4.875 km² nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, abrangendo 18 municípios cuja população residente total é de quase 652 mil habitantes (Censo do IBGE de 2.000), com uma densidade demográfica três vezes maior que a brasileira, em torno de 19 hab./ km².

A base econômica da região é representada pelos serviços urbanos e pelas atividades do setor primário (ainda utilizando técnicas tradicionais), como a pecuária leiteira, a cafeicultura, o plantio de cana-de-açúcar e a fruticultura tropical. O Rio também tem cinco hidrelétricas e várias cachoeiras e planícies em seu percurso. Apesar da cobertura florestal escassa, a Bacia está na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Rio Itabapoana e principais afluentes
O Rio Itabapoana nasce na Serra do Caparaó, no município de Alto Caparaó (MG), próximo ao Pico da Bandeira, na Zona da Mata mineira, onde é denominado Rio Caparaó em quatro municípios, e percorre cerca de 250 km até desaguar no Oceano Atlântico, entre Presidente Kennedy (ES) e São Francsico de Itabapoana (RJ).

Do encontro com o afluente Riberirão das Onças até a sua foz, o Rio marca a divisa entre os estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro por 40 km. Seus afluentes mais significativos são os rios São João, pela margem direita, e Preto, pela margem esquerda.

Localização
A mesorregião da Bacia do Itabapoana, dividida em 3 microrregiões (Alto, Médio e Baixo) está na Região Sudeste, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, sendo limitada pelas bacias do Rio Paraíba do Sul, ao sul, do Rio Doce, a oeste, do Rio Itapemirim, ao norte, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Itanhém
A Bacia do Itanhém abrange uma área que era primitivamente habitada pelos índios machacalis, sendo povoada por volta de 1918 por mineiros que desenvolveram a pecuária no entorno do Rio Itanhém. Com a descoberta de pedras preciosas, o processo foi acelerado. Hoje, o Rio é importante meio de escoamento da produção agrícola, além de ponto de apoio para pescaria em alto-mar.

No Rio, em meio a manguezais, existem espécies como piau, robalo, traíra, além do camarão de água doce. Além disso, o reflorestamento para indústrias de celulose e a pecuária são importantes para a economia local.

Rio Itanhém e principais afluentes
O Rio Itanhém, também chamado de Alcobaça, nasce na aldeia dos Machacalis no município de Bertópolis (MG), na divisa entre Minas Gerais e Bahia, e corre de oeste para leste até a foz em Alcobaça (BA), onde deságua no Oceano Altântico.
Seu principal afluentes é o Rio Itanhetinga, que fica na margem esquerda.

Localização
A Bacia do Itanhém está nas regiões Sudeste e Nordeste, nos estados de Minas Gerais e na Bahia, sendo limitada pelas bacias dos rios Jequitinhonha e Jucuruçu, ao norte, Mucuri e Peruipe, a oeste e ao sul, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Itapemirim
A Bacia do Itapemirim drena uma área de 6.014 km² em 17 municípios, 16 capixabas e 1 mineiro, com uma população residente total de quase 500 mil habitantes. Tendo como bioma predominante a Mata Atlântica, a região é alvo de intenso desmatamento, tendo hoje apenas 8,3% de cobertura vegetal, o que gera carreamento de grandes quantidades de terra para os leitos dos cursos d’água e assoreamento.

As agressões aos rios, como o uso indevido de agrotóxicos, também prejudicam a reprodução de espécies da fauna aquática. Durante o ano, as vazões do Rio Itapemirim oscilam de 19 m³/s a 90.9 m³/s. Os principais usos de suas águas são: irrigação, geração de energia, abastecimento público e industrial, piscicultura e lançamento de efluentes.

Rio Itapemirim e principais afluentes
O Rio Itapemirim tem suas nascentes no município de Lajinha (MG), formando o Rio Braço Norte Direito, e no Parque Nacional do Caparaó, no rio Santa Clara, em Iúna (ES), a 1.800 m de altitude, formando o Rio Braço Norte Esquerdo.

São 320 km até a foz em Itapemirim (ES), onde deságua no Oceano Atlântico. Seus afluentes mais significativos são os rios Castelo, pela margem esquerda, e Muqui do Norte, pela margem direita.

Localização
A Bacia do Itapemirim está nas regiões Sudeste e Nordeste, sendo limitada pelas bacias dos rios Doce, a oeste, Itabapoana, ao sul, e Jucu, ao norte, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Itaúnas
A bacia hidrográfica do Rio Itaúnas drena uma área de 4.800 km² nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, onde estão 4.356 km² em oito municípios com quase 204 mil habitantes. Nessa área, com alta densidade demográfica, existem sete unidades de conservação no Espírito Santo, com destaque para os últimos 34 km do Rio, que atravessa o Parque Estadual de Itaúnas e forma uma grande extensão de alagados e um manguezal com rica biodiversidade de plantas e de animais marinhos.

Ao longo dessa faixa litorânea, funciona uma das bases do Projeto Tamar, que protege a reprodução e desova de tartarugas marinhas. A base da economia da região é a agricultura, a pecuária, a silvicultura, o extrativismo mineral, o turismo e a pesca de camarões e peixes como robalos, tilápias e tucunarés.

Rio Itaúnas e principais afluentes
O Rio Itaúnas tem sua nascente aos pés da serra que separa Minas Gerais e Espírito Santo, pouco antes de chegar à Bahia. Ele deságua no Oceano Atlântico, na vila de Itaúnas, município de Conceição da Barra (ES).

Seus afluente mais significativo é o Rio Angelim, Preto, Ribeiro Dourado, Santana, São Domingos, Córrego Dezoito, Córrego Claro e Ribeirão Suzano.

Localização
A Bacia do Itaúnas está na região Sudeste, em Minas Gerais e Espírito Santo, sendo limitada pelas bacias dos rios Mucuri, a oeste e ao norte, São Mateus, ao sul, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.

Bacia do Rio Jucuruçu
A Bacia do Jucuruçu drena sete municípios nos estados de Minas Gerais e Bahia, sendo três mineiros (Palmópolis, Felisburgo e Rio do Prado) e quatro baianos (Vereda, Jucuruçu, Itamaraju e Prado), com uma população residente de cerca de 131 mil habitantes distribuída em quase 7.817 km². A ocupação local iniciou a partir da criação de uma aldeia de descendentes de índios aimorés vindos das serras de Minas, em 1755.

A Aldeia de Jucuruçu progrediu e originou vilas como a atual cidade de Prado, cujo Rio é seu principal escoadouro fluvial. Hoje, a bacia faz parte do Corredor de Biodiversidade da Mata Atlântica, com o objetivo de preservar os fragmentos de floresta em prol das espécies e ecossistemas. Já no estuário do Rio Jucuruçu está localizado o porto de onde saem barcos para passeios turísticos, como a observação de baleias jubarte, e para a pesca de peixes de 17 espécies, como o robalo, a tainha, o carapicu, o cabeçudo e a pititinga.

Rio Jucuruçu e principais afluentes
O Rio Jucuruçu nasce no município de Felisburgo (MG), e verte para o leste cerca de 300 km até sua foz próxima à sede municipal de Prado (BA), onde desemboca no Oceano Atlântico.
Seus principais afluentes são seus rios formadores Rio do Norte e Rio do Sul, que se unem na altura da Fazenda Duas Barras, a 24 km da sua foz.

Localização
A Bacia do Jucuruçu está nas regiões Sudeste e Nordeste, nos estados de Minas Gerais e da Bahia, sendo limitada pelas bacias do Rio Jequitinhonha, a oeste, do Rio Itanhém, ao sul, dos rios Caraíva e Buranhém, ao norte, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Mucuri
A Bacia do Mucuri drena uma área com cerca de 15.400 km² e quase 437 mil habitantes nos estados da Bahia, Espírito Santo, e Minas Gerais, onde está quase 95% da bacia (14.640 km²) e uma população residente estimada em 296.845 pessoas, composta inclusive por índios machacalis. Abrange um total de 17 municípios, sendo 13 mineiros, incluindo Nanuque e Teófilo Otoni (com quase 130 mil moradores), terceiro centro lapidário de gemas do mundo, conhecido como “Capital Mundial das Pedras Preciosas”.

Já o Vale do Mucuri, em Minas, tem 27 municípios e população de 370 mil pessoas, que sofrem com a carência de infra-estrutura na região.

Na economia local também destacam-se a agropecuária, o reflorestamento e o turismo, incluindo um trecho navegável de 158 km no Rio Mucuri, da cachoeira de Santa Clara até a foz, com exuberante manguezal, habitat de mariscos e crustáceos. O Mucuri, onde está a UHE Santa Clara, com 61,5 MW de potência ativa, tem uma das maiores densidades de peixes por espelho d’água já pesquisadas, incluindo espécies como curimba, lambari, tainha, pratibú, robalo, tucunaré, vermelha, piabanha, piaba, xaréu, traíra e tilápia, além de piau e cascudo, destaques na pesca.

O Índice de Qualidade das Águas do Rio é bom e a disponibilidade hídrica situa-se entre 2 e 10 litros por s/km². Na bacia, a Mata Atlântica é o bioma predominante e o clima é semi-úmido e úmido.

Rio Mucuri e principais afluentes
O Rio Mucuri (que na língua Maxacali quer dizer “rio das raposas”) é formado pela junção de dois rios: Mucuri do Sul, que nasce na Serra do Chifre, no Distrito de Santo Antônio do Mucuri, município de Malacacheta (MG), e Mucuri do Norte, que nasce próximo a Ladainha (MG). 

O rio percorre 321 km até sua foz em Mucuri (BA), onde deságua no Oceano Atlântico. Seus afluentes mais significativos são os rios Pampã e Todos os Santos.

Localização
A Bacia do Mucuri está nas regiões Sudeste e Nordeste, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, sendo limitada pelas bacias do Rio Jequitinhonha, a oeste, dos rios Itanhém e Peruípe, ao norte, São Mateus e Itaúnas, ao sul, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio Peruípe
A Bacia do Peruípe drena os estados de Minas Gerais e Bahia e forma um sistema ímpar de drenagem fluvial, com um amplo delta, e a Ilha da Cassumba entre a foz do Rio Caravelas e do Rio Peruípe, com cerca de 120 km². A ilha possui costa marítima e contracosta fluvial e abriga importante ecossistema com manguezal, restinga, cerrado, recifes de coral, Mata Atlântica, e cerca de 265 espécies de árvores e 168 de aves.

A fauna aquática local impressiona pela diversidade, sendo muitas espécies ainda desconhecidas. Ao total, estima-se que a bacia tem 26 espécies de peixes pertencentes a 12 famílias, distribuídas em 6 ordens.

Rio Peruípe e principais afluentes
O Rio Peruípe é formado pela confluência dos rios Peruípe Sul e Peruípe Norte, que se encontram na cidade de Nova Viçosa (BA), e por um significativo complexo de manguezais também se ligam ao Rio Caravelas. A foz do Peruípe está na Praia da Barra, em Nova Viçosa (BA). Seus principais afluentes são os rios Marobá, Pitu-açu e Pau Alto, alem de outros menores como os rios da Fazenda, do Pato, Quaresma e Califórnia.

Localização
A Bacia do Peruípe está nas regiões Sudeste, em Minas Gerais, e Nordeste, na Bahia, sendo limitada pelas bacias dos rios Mucuri, ao sul e a oeste, e Itanhém, ao norte, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Bacia do Rio São Mateus
A Bacia do São Mateus drena uma área de 13.500 km² nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, abrangendo uma população superior a 432 mil habitantes. Em Minas, são 5.682 km² em 13 cidades, com um total de quase 103 mil pessoas, e com um clima considerado semi-úmido, com período seco entre quatro e cinco meses por ano, e uma disponibilidade hídrica variando entre 2 e 10 litros por s/km².

Na bacia, apesar do assoreamento e destruição de matas ciliares e mangues, existem espécies de peixes como piau, piabanha, vermelha, curimba, curvina, cascudo, traíra, lambari, tilápia e os bagres africano e roncador, além de camarão de água doce.

A economia da região está baseada na agricultura, pecuária, pesca, turismo e, principalmente, na produção petrolífera, com destaque para o município de São Mateus (ES), um marco na colonização nacional que tem 100 mil habitantes. Ali, existem cerca de 150 poços da Petrobras e uma costa com características geológicas idênticas às da Bacia de Campos (RJ), maior produtor nacional.

Rio São Mateus e principais afluentes
O Rio São Mateus é formado pela confluência dos rios Cotaxé ou Rio do Norte, com 244 km de extensão e nascente localizada em Ouro Verde (MG), e São Mateus, também conhecido como Cricaré ou Braço Sul, tendo sua nascente em Itambacuri (MG) e 188 km de extensão, sendo 104 km em território capixaba. O rio deságua no Oceano Atlântico em Conceição da Barra (ES). Seus principais afluentes são os rios Itambacuri, Mantena e Ecoporanga e os córregos São Miguel e Novo Horizonte.

Localização
A Bacia do Itabapoana está na Região Sudeste, em Minas Gerais e Espírito Santo, sendo limitada pelas bacias dos rios Barra Seca e Doce, ao sul, Doce, a oeste, Mucuri e Itaúnas, ao norte, e pelo Oceano Atlântico, ao leste.


Usina na bacia do rio Itabapoana

 

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