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Gestão Estratégica de Tecnologia
A tecnologia é hoje um dos mais importantes instrumentos para garantir a competitividade de uma empresa. E justamente por isso o gerenciamento desse insumo constitui um desafio, especialmente no momento de definir os projetos tecnológicos a serem desenvolvidos, incluindo-se aí aqueles voltados para a pesquisa e desenvolvimento. E, em se tratando de uma concessionária de energia elétrica, torna-se imperioso investir acertadamente. Consciente disso, em 1997, a Cemig apostou no programa Gestão Estratégica de Tecnologia (GET), tornando-se a primeira concessionária de energia elétrica do Brasil a dar este passo.
Na busca de maior competitividade, redução de custos e otimização de resultados, o programa começou a ser implantado a partir de um diagnóstico das estratégias tecnológicas da Cemig, trabalhando pela sensibilização interna sobre a importância da tecnologia para a competitividade da Empresa. Dessa forma, a Gestão Estratégica de Tecnologia conseguiu a adesão dos setores à fase seguinte: a constituição do Plano Diretor de Tecnologia da Cemig.
Elaborado anualmente, o Plano Diretor de Tecnologia contém um conjunto de projetos tecnológicos (não apenas de Pesquisa e Desenvolvimento) definidos e compilados pelas próprias áreas, priorizados e aprovados pela Diretoria e incluídos no Plano Quinqüenal de Negócios.
Com base no Plano Diretor e utilizando a metodologia da GET, realiza-se uma das fases mais importantes do processo: a seleção e priorização dos projetos de pesquisa a serem desenvolvidos no ano. Na etapa seguinte, é necessário então definir entre o desenvolvimento próprio e a contratação externa, uma vez que o custo da inovação, a crescente complexidade da tecnologia, os prazos envolvidos, os riscos e a necessidade de inovar antes dos concorrentes exigem decisão rápida e apropriada.
Ao longo dos últimos três anos, a Cemig tem colhido bons frutos com o programa Gestão Estratégica de Tecnologia, como por exemplo, a reorientação das atividades tecnológicas, o estabelecimento de diretrizes tecnológicas mais consistentes, a utilização de processos de análise e priorização mais adequados e a redução de duplicidades, além da integração entre as várias áreas da Empresa.
Com estratégias bem definidas, a Cemig pôde investir em projetos tecnológicos que possibilitaram maior segurança e confiabilidade para operação do sistema e aproveitamento de fontes alternativas de energia, melhorando a qualidade da energia fornecida aos clientes através da contínua inovação de recursos e processos. Outros projetos que também beneficiam a comunidade são aqueles voltados para a preservação do meio ambiente, proteção e preservação de espécies em extinção, conhecimento da flora e fauna de variadas regiões do Estado e reflorestamento, dentre outros.
O programa desencadeou, ainda, ações para proteger a tecnologia que desenvolve, como a consolidação do Escritório de Patentes e a implementação de mecanismos para proteção e comercialização da propriedade industrial da Empresa.
Mesmo sem ter desenvolvido totalmente as técnicas que permitirão medir os resultados dos investimentos nessa tecnologia, a Cemig sabe que acertou ao implantar a Gestão Estratégica de Tecnologia e investe agora nos ajustes necessários para obter maior interação entre as várias áreas da Empresa.
A força dos parceiros
Atualmente, a Cemig investe cerca de R$ 18 milhões (o que equivale a 0,5% de sua receita operacional líquida) em pesquisa e desenvolvimento, contemplando três linhas básicas: otimização e melhoria de desempenho e segurança do sistema elétrico, sistemas descentralizados de geração e novas fontes energéticas e controle ambiental. Estes projetos são desenvolvidos em parceria com empresas privadas e várias instituições de ensino e pesquisa.
O estabelecimento de parcerias internas e externas é de grande relevância no desenvolvimento dos processos tecnológicos, na racionalização dos esforços, na ampliação da base de conhecimento e na fixação de competência dentro e fora da Empresa.
Tais parcerias são importantes também porque permitem à Cemig participar do processo de desenvolvimento dos projetos de maneira pró-ativa, atendendo melhor aos objetivos propostos e utilizando de forma mais eficaz as competências e estruturas de P&D.
Na geração desses projetos são examinadas todas as tecnologias utilizadas na Empresa, inclusive aquelas não relacionadas diretamente com o produto, de forma a se obter uma visão global de toda a cadeia de agregação de valores, criando assim uma inter-relação entre todas as unidades empresariais.
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