Custos e despesas operacionais

Valores em milhões de Reais

 

2007

2006

Var.%

Custos não controláveis

 

 

 

Energia elétrica comprada para revenda

2.794

2.113

32,23

Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos

137

139

(1,44)

Encargos de uso da rede básica de transmissão

650

664

(2,11)

 

3.581

2.916

22,81

 

 

 

 

Custos controláveis

 

 

 

Pessoal

968

2.113

(11,03)

Obrigações pós-emprego

123

170

(27,65)

Materiais

94

82

14,63

Matéria-prima e insumos para produção de energia

59

37

59,46

Serviços de terceiros

620

504

23,02

Provisões operacionais

291

52

459,62

Gás comprado para revenda

154

158

(2,53)

Depreciação e amortização

778

672

15,77

Outras despesas líquidas

284

238

19,33

 

3.371

3.001

12,33

 

 

 

 

Total – custos e despesas operacionais

6.952

5.917

17,49

 


Os custos e despesas operacionais (excluindo resultado financeiro) foram de R$6,952 milhões no exercício de 2007. Percebe-se um aumento de 17,49% em relação a 2006, quando esse valor ficou em R$5,917 milhões. Tal resultado decorre principalmente da variação na energia comprada para revenda e provisões operacionais, compensada parcialmente pela redução na despesa com pessoal, que passou de R$1,088 milhões em 2006 para R$968 milhões em 2007.

Custos não-controláveis

As diferenças entre os somatórios dos custos não controláveis (também denominados CVA) utilizados como referência no cálculo do reajuste tarifário e os desembolsos efetivamente realizados são compensados nos reajustes tarifários subseqüentes, sendo registrados no ativo ou passivo. Em função de alteração do plano de contas da Aneel, alguns itens foram transferidos para a conta Deduções à Receita Operacional.
As principais variações nas despesas estão descritas a seguir.

  • Energia elétrica comprada para revenda

A despesa com energia elétrica comprada para revenda no exercício de 2007 foi de R$2,794 milhões, resultado que sofreu um aumento de 32,23% em relação a 2006, quando ficou em R$2,113 milhões. Esse é um custo não controlável, uma vez que a despesa reconhecida no resultado corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa.

  • Encargos de uso da rede de transmissão

A despesa com encargos de uso da rede de transmissão no exercício de 2007 foi de R$650 milhões, valor reduzido em 2,11% em relação a 2006, quando ficou em R$664 milhões. Essa despesa se refere aos encargos devidos pelos agentes de distribuição e geração de energia elétrica pela utilização das instalações, componentes da rede básica, conforme definido por Resolução da Aneel. Esse é um custo não controlável na atividade de distribuição, sendo que a despesa reconhecida no resultado corresponde ao valor efetivamente repassado para a tarifa.
Deduções à receita operacional
As deduções à receita operacional foram de R$5,544 milhões no exercício de 2007. Esse valor foi acrescido de 11,66% com relação a 2006, quando ficou em R$4,965 milhões. As principais variações nas deduções à receita são as que se seguem:

  • Conta de consumo de combustível – CCC

A CCC refere-se aos custos de operação das usinas térmicas dos sistemas interligado e isolado brasileiro, rateados entre as concessionárias de energia elétrica por Resolução da Aneel. Esse é um custo não controlável, e o valor registrado referente aos serviços de distribuição de energia elétrica corresponde ao efetivamente repassado para a tarifa. Para o valor registrado, referente aos serviços de transmissão de energia elétrica, a Companhia é apenas repassadora do encargo, uma vez que a CCC é cobrada dos consumidores livres na fatura de uso da rede básica e repassada à Eletrobrás.
A dedução à receita referente à CCC foi de R$407 milhões no exercício de 2007, 26,53% menor que em 2006, quando ficou em R$554 milhões. Essa redução deve-se, principalmente, à cobrança retroativa em 2006 do encargo de alguns consumidores, após homologação dos Contratos de Uso do Sistema de Transmissão – CUST pelo Operador do Sistema – ONS.

  • Conta de Desenvolvimento Energético – CDE

A dedução à receita referente à CDE foi de R$391 milhões no exercício de 2007, 17,07% maior que em 2006, quando ficou em R$334 milhões. Os pagamentos são definidos por Resolução da Aneel. Esse é um custo não controlável, e o valor registrado referente aos serviços de distribuição de energia elétrica corresponde ao efetivamente repassado para a tarifa. Para o valor registrado, referente aos serviços de transmissão de energia elétrica, a Companhia é apenas repassadora do encargo, uma vez que a CDE é cobrada dos consumidores livres na fatura de uso da rede básica e repassada à Eletrobrás.

  • Reserva Global de Reversão – RGR

A dedução à receita referente à RGR foi de R$145 milhões no exercício de 2007, valor que foi de R$30 milhões em 2006. A variação entre os períodos deve-se ao ajuste credor em 2006, referente à provisão do exercício de 2004, no montante de R$66 milhões, em função da homologação pela Aneel dessa despesa em um montante inferior ao estimado pela Companhia; deve-se também ao aumento, em 2007, do valor contábil do ativo imobilizado em serviço, base de cálculo da despesa.
As demais deduções à receita referem-se a impostos calculados com base em percentual do faturamento; suas variações, portanto, decorrem, substancialmente, da evolução da receita.
Custos controláveis
As principais variações nessas despesas estão descritas a seguir.

  • Despesa com pessoal

A despesa com pessoal no exercício de 2007 foi de R$968 milhões, 11,03% menor que em 2006, quando ficou em R$1.088 milhões. Esse resultado decorre principalmente da provisão para indenização dos anuênios futuros dos empregados, feita em junho de 2006, no montante de R$178 milhões. Essa provisão foi parcialmente compensada pelos reajustes salariais de 4,00% e 5,00%, concedidos aos empregados em novembro de 2006 e 2007, respectivamente. A compensação é decorrente também do aumento de 1,50% na quantidade de empregados da Cemig Holding, Cemig Geração e Transmissão e Cemig Distribuição, que passou de 10.658 empregados em dezembro de 2006 para 10.818 em dezembro de 2007. A composição dessa despesa pode ser vista na nota explicativa nº 30, das Demonstrações Financeiras Consolidadas.

  • Depreciação/amortização

A despesa com depreciação e amortização foi de R$778 milhões no exercício de 2007, 15,77% maior que em 2006, quando ficou em R$672 milhões. Essa variação decorre principalmente dos investimentos no “Programa Luz para Todos” e da entrada em operação da Usina de Irapé, no segundo semestre de 2006. Deve ainda ser ressaltada a consolidação da RME, que contribuiu com um aumento da despesa num montante de R$82 milhões em 2007 (R$33 milhões em 2006). O menor valor da depreciação e amortização da RME em 2006 deve-se à sua consolidação a partir de agosto de 2006, tendo contribuído apenas com cinco meses da despesa no ano anterior.

  • Obrigações pós-emprego

A despesa com obrigações pós-emprego foi de R$123 milhões no exercício de 2007, 27,65% menor que em 2006, quando ficou em R$170 milhões. Essas despesas representam basicamente os juros incidentes sobre as obrigações atuariais da Cemig Distribuição, líquidos do rendimento esperado dos ativos dos planos, estimados por atuário externo. A redução na despesa decorre do maior crescimento dos ativos do plano de pensão em relação às obrigações com os participantes.