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O estabelecimento, a disseminação e a utilização de normas técnicas - internas, nacionais, regionais e internacionais - sempre foram reconhecidos pela Cemig como fatores de fundamental importância para a excelência de seus serviços e aumento de competitividade.
Com essa visão, e por acreditar que a normalização proporciona à Empresa o registro do seu domínio tecnológico, a Cemig estruturou-se, desde 1959, quando foi criado o Comitê de Normalização de Equipamentos e Materiais - CONEM, para o gerenciamento e a consecução de suas atividades de normalização técnica.
Desde então, essa estrutura vem evoluindo e sendo aperfeiçoada para, dentre outros aspectos, acompanhar o crescimento da Empresa e a diversificação de seus negócios, manter-se em permanente sintonia com as entidades nacionais e internacionais de normalização técnica e adaptar-se à velocidade da evolução tecnológica dos materiais, equipamentos e acessórios adquiridos para a expansão e a constante melhoria do seu sistema elétrico.
Tradicionalmente vista apenas como o estabelecimento de dimensões e tolerâncias, a normalização, no entanto, sempre foi utilizada pela Cemig como fator de produtividade, atuando na direção do aumento da segurança, custos menores, aquisições mais ágeis e comunicação mais clara, para citar algumas vantagens. Exemplificando, pode-se citar a padronização e implantação de um novo sistema de conectores elétricos de compressão e cunha, utilizado principalmente em redes de distribuição de energia. Esse novo sistema, tecnologicamente mais avançado, substituiu o antigo sistema baseado em conectores aparafusados cujo desempenho era visivelmente insatisfatório por exigir constantes manutenções e causar freqüentes interrupções no fornecimento da energia aos consumidores.
Atualmente, a normalização é também vista como estratégia de competitividade no mercado globalizado porque permite que a Empresa agregue as inovações tecnológicas aos seus produtos, exerça influência nos mercados produtor e fornecedor globalizados e participe dos fóruns regulamentadores de suas atividades.
A Normalização Interna
A estrutura integrada de normalização interna da Cemig produz os documentos técnicos de compra de materiais, equipamentos, ferramentas e acessórios englobando todas áreas da Empresa e mais de 260 especialistas. Com isso, a Cemig dispõe atualmente de um acervo superior a 550 documentos, sendo que vários deles possuem versão em inglês, utilizada nas aquisições no exterior. Aproximadamente 50 documentos novos ou revisados são aprovados e emitidos a cada ano e sua divulgação interna é feita imediatamente após cada emissão, através do correio eletrônico corporativo e da Intranet.
A assimilação dos novos documentos pelos usuários é rápida, uma vez que passam a vigorar imediatamente após a sua emissão, cancelando a versão anterior, se existente.
Dentre os produtos avaliados pelos especialistas da Cemig para fins de normalização interna, destacam-se os materiais e equipamentos destinados ao sistema elétrico da Empresa, incluindo desde caros equipamentos de tecnologia avançada e grande complexidade de fabricação, tais como transformadores e disjuntores de transmissão, até aqueles mais simples e baratos como um parafuso, por exemplo.
A Participação da Empresa na Normalização Externa
A conexão da Cemig com as entidades de normalização técnica, com destaque para a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, se dá também de forma matricial através da divulgação de atividades e documentos dessas entidades, da coordenação e da participação direta nas Comissões de Estudos ou Grupos de Trabalho e da análise e votação da Cemig, após consenso interno, dos projetos de norma elaborados. Vários especialistas participam, direta ou indiretamente das atividades de normalização da ABNT, em cerca de 260 Comissões de Estudos da maioria dos Comitês Brasileiros. Cerca de 100 projetos de norma são analisados anualmente, após circulação interna ampla entre as áreas interessadas, resultando no encaminhamento à ABNT de mais de 50 votos.
A participação dos especialistas da Cemig nos fóruns de normalização e a existência de uma estrutura de busca do consenso interno asseguram que diversos produtos, metodologias e critérios adotados em escala nacional estejam em consonância com as práticas desenvolvidas na Empresa. O grau de incorporação de tecnologia aos produtos de uma empresa tem uma forte relação com o envolvimento em comitês técnicos de entidades de normalização.
A Interação com o Mercado Fornecedor
O estabelecimento de padrões internos e documentos técnicos de compra em perfeita sintonia com as normas nacionais e internacionais assegura a disseminação dessas exigências no mercado fornecedor da Cemig, principalmente em Minas Gerais. Tais exigências fornecem, em muitos casos, as informações demandadas pelos fornecedores e facilitam o desenvolvimento de linhas de produtos decorrentes do estabelecimento de padrões adequados.
O desenvolvimento de normas internas em sintonia com a normalização externa e, no caminho inverso, a disseminação do padrão interno nos fóruns externos têm sido essenciais para que a Empresa se posicione e contribua para o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da economia de Minas e do Brasil.
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