12/8/2009
Cemig testa iluminação pública com LEDs

Show de luzes com qualidade e responsabilidade ambiental. A região da Pampulha já se prepara para a Copa do Mundo em 2014 com uma nova tecnologia de iluminação mais econômica e eficiente. A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig, em conjunto com a Prefeitura de Belo Horizonte, iniciou os testes com sistemas de iluminação a LED (abreviatura em inglês para diodo emissor de luz). Algumas luminárias instaladas em postes próximos à Igreja São Francisco já podem ser vistas por quem anda por lá, à noite.

 

A Cemig e a PBH desejam avaliar a viabilidade da iluminação a LED por toda a orla da lagoa, nas ciclovias e pista de caminhadas, e no novo projeto do Complexo Mineirão/Mineirinho. Os testes com essa tecnologia começaram há um ano pela Empresa, que estuda a possibilidade de implementá-la na rede de iluminação pública, como vem acontecendo em cidades como Nova York e Paris. O projeto “Tecnologia de Luminárias a LED para Iluminação Pública” faz parte da 3ª Semana de Tecnologia e Inovação da Cemig, que está montada na sede da Empresa até o dia 15 deste mês. O horário de funcionamento é das 9 às 18 horas, e a entrada é gratuita.

 

Além de Nova York e de Paris, essa tecnologia já esteve presente na Olimpíada de Pequim, na China. Em Belo Horizonte, os LEDs já são utilizados nos semáforos e, em Londres, essa iluminação está sendo instalada para a rede urbana e todo o complexo olímpico onde acontecerão os Jogos Olímpicos de 2012.

 

As lâmpadas a LED possuem várias vantagens se comparadas às demais, se destacando em relação ao apelo ecológico, com menor impacto ambiental. Elas possuem melhor reprodução de cores, não emitem raios ultravioleta e infravermelhos, propagam menos calor e, consequentemente, atraem menor quantidade de insetos. Apresentam boa eficiência e maior vida útil, estimada em aproximadamente 50 mil horas de funcionamento. As lâmpadas de vapor de sódio, as mais utilizadas atualmente, duram até 32 mil horas, as de vapor de mercúrio, 12 mil horas, e as de vapor metálico, comuns em fachadas de prédios, 10 mil horas.

 

Energia de Solução

Atualmente, a iluminação a LED ainda é mais cara do que as já existentes no mercado. Segundo o coordenador do projeto, Sérgio Lucas Blaso, da Cemig, a Empresa estuda também a possibilidade de aplicar a tecnologia na iluminação decorativa de prédios em cidades históricas.

 

A aplicabilidade da tecnologia em toda a rede de iluminação do Estado deve acontecer de 20 a 40 anos. “Com o LED, o circuito utilizado é eletrônico, e a tendência do mercado é que esses valores baixem mais rápido. A expectativa é que, de 7 a 10 anos, a tecnologia comece a ser aplicada em maior escala”, estima o coordenador do projeto.

 

Testes

As várias aplicabilidades do LED vêm sendo estudadas em várias regiões do mundo, sobretudo nos Estados Unidos, Europa e Oriente. O setor de engenharia da Cemig trabalha com prospecção de novas tecnologias, com foco na eficiência energética e operacional. Para atender a essas necessidades na iluminação pública, foi feita uma pesquisa global de mercado, e os fabricantes forneceram para a Empresa luminárias para testes, que estão acontecendo na região da Pampulha.

 

Na iluminação a LED, a durabilidade e confiabilidade são maiores, e o tempo de degradação luminosa é menos acentuado. Essas lâmpadas são mais econômicas e passam por um processo de avaliação. Por enquanto, as utilizadas em postes de até cinco metros de altura estão com resultado satisfatório. Enquanto seria necessária uma lâmpada de vapor de mercúrio de 125 watts para suprir a demanda de luminosidade, o LED utilizado para o mesmo local é de 50 watts.