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Potencial eólico de Minas Gerais alcança 40 GW 
Atlas Eólico revela maior capacidade de geração de energia limpa na região Norte do Estado, ao longo da Serra do Espinhaço

  
 
Parque Eólico de Praias de Parajuru

10/05/11

A Cemig apresentou o mapeamento eólico que traz dados completos sobre a circulação geral dos ventos no território mineiro e identifica os locais promissores no Estado para implantação de empreendimentos de geração de energia eólica.

Os estudos apontam que o potencial de eólico no Estado chega a 40 gigawatts (GW), a uma altura de 100 metros do solo, capacidade 3,5 vezes maior que a da usina hidrelétrica de Belo Monte, que deve ser construída no Pará, com uma capacidade total instalada de 11,2 GW, e 2,7 vezes maior que a de Itaipu.

A pesquisa sobre o potencial eólico de Minas faz parte da política da Cemig de investir em fontes de energia renováveis, que causam baixo impacto ambiental e têm viabilidade econômica. A Cemig, líder mundial em sustentabilidade, é a empresa brasileira com maior grau de comprometimento com as recomendações das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

De acordo com o levantamento, realizado pela consultoria Camargo Schubert, a região mineira com maior potencial eólico é o Norte do Estado. Ao longo da Serra do Espinhaço, a partir da cidade de Sete Lagoas rumo ao Norte, estão os melhores ventos para a geração de energia.

Para viabilizar o atlas eólico, foram utilizados softwares reconhecidos internacionalmente, que proporcionaram um modelo de escoamento de ventos que leva em consideração a topografia e vegetação, além de informações como pressão atmosférica, temperatura e umidade do ar. A Cemig participou fornecendo sua base de dados de medição dos ventos.

O levantamento orientará empreendedores e investidores, já que, apesar do aumento de oferta dessa matriz energética no Brasil nos últimos anos, há um grande espaço para expansão de seu uso. A vantagem é que a energia eólica é uma fonte mais limpa do que outras, como hidrelétricas e usinas a carvão mineral, óleo e gás, que emitem gases, geram resíduos e têm forte impacto ambiental.

Pioneirismo
A Cemig foi a primeira empresa do País a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, na cidade mineira de Gouveia, em 1994. Essa usina foi a primeira também a fornecer energia eólica para o sistema elétrico nacional e tem quatro geradores eólicos com 250 kW de potência em cada. Atualmente, funciona parcialmente com três máquinas.

Em 2009, a Cemig, em parceria com a empresa Impsa, líder latino-americana em energias renováveis, investiu na aquisição de três parques eólicos no Ceará com capacidade instalada de 99,6 MW. Em agosto, foi inaugurado o primeiro deles – o Parque Eólico de Praias de Parajuru - no município de Beberibe, com extensão de 325 hectares e 19 aerogeradores, totalizando 28,5 MW de potência instalada.

O Parque Eólico de Parajuru faz parte de um complexo que abrange outras duas centrais eólicas, na Praia do Morgado e Volta do Rio, ambos localizados no município de Acaraú, a 250 km de distância de Fortaleza, com capacidade instalada de geração de 28,8 MW e 42 MW, respectivamente.

Juntos, os três parques eólicos cearenses possuem uma capacidade total instalada de 99,6 MW e receberão investimentos de R$ 550 milhões.

 
  
 
   
 

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