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Cemig monitora reservatórios em todo o Estado 
 

Arquivo Cemig 
 
Radar irá captar dados de forma mais precisa a um raio de 200 km, informando a intensidade das chuvas e se haverá queda de granizo

6/1/12

Com o alto índice de chuvas que atingem todo o Estado, a Cemig está atuando intensamente no monitoramento dos níveis dos reservatórios das usinas da Empresa a fim de amenizar os efeitos das cheias, que atingem várias comunidades ribeirinhas.

Em um período chuvoso como o que está sendo vivenciado neste início de ano, o trabalho realizado pela Empresa tem se intensificado. Técnicos da Cemig acompanham a todo o momento a chuva e como estão os níveis dos rios e reservatórios. A partir das informações coletadas, juntamente com a previsão meteorológica, a Empresa pode decidir sobre as atitudes que serão tomadas em cada represa.

“Precisamos estar atentos sobre a quantidade de água que vamos reter ou liberar em cada reservatório, pois isso impacta diretamente na usina e também para a população que mora no entorno da represa”, afirma Marcelo de Deus, gerente de Planejamento Energético.

Nos últimos dias, a operação de reservatórios da Cemig como os das Usinas Cajuru (Rio Pará), Irapé (Rio Jequitinhonha) e Três Marias (Rio São Francisco), apesar das cheias, colaborou para diminuir os efeitos das fortes chuvas. Na UHE Três Marias, o volume de água que está chegando ao reservatório é da ordem de 4.000 m3/s e está sendo liberado cerca de 2.700 m3/s, o que colabora para diminuir os efeitos das enchentes na região, pois a quantidade de água liberada é inferior ao que chega à usina. “Se a represa não estivesse lá para segurar parte da água, as consequências para os ribeirinhos seriam piores, pois todo o volume de água desceria sem qualquer retenção”, explica Marcelo.

Em um trabalho integrado, a Cemig também está em constante contato com a Defesa Civil dos municípios. “Assim que tomamos conhecimento de uma situação em uma represa entramos em contato com a Defesa Civil local e informamos o que está acontecendo”, afirma.

Radar meteorológico
A utilização do radar meteorológico, instalado em Mateus Leme, tem sido uma ferramenta estratégica da Cemig para a operação do sistema elétrico, bem como para o monitoramento das represas das usinas.

Através dos dados emitidos pelo radar, juntamente com outros instrumentos de informações, como sistema de localização de tempestades e raios, imagens de satélites e estações terrenas à beira dos rios, é possível fazer uma previsão do tempo e ter maior precisão sobre as chuvas.

“Para uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), a utilização do radar é ainda mais relevante, pois como o equipamento prevê as chuvas das próximas horas, a elevação no nível de uma PCH pode acontecer muito rápido e daí podemos ter maior controle da situação e sobre como vamos atuar”, explica Marcelo.

Viabilizado com recursos próprios da Cemig, da ordem de R$ 10 milhões, o radar meteorológico consegue captar dados de forma mais precisa a um raio de 200 km, informando a intensidade das chuvas e se haverá queda de granizo. Acima dessa distância e até 400 km, o radar capta dados menos preciso, como apenas se haverá chuva, sem quantificar o volume.

Plano de Integração
Através do Plano de Integração, ao longo de todo o ano, a Cemig realiza apresentações sobre os procedimentos operativos das usinas durante o período chuvoso, a fim de informar às comunidades vizinhas às represas, à imprensa local e a formadores de opinião da região. Em 2011, 13 reservatórios da Empresa receberam os eventos.

O Plano de Integração, que acontece desde 2006, visa uma aproximação da Cemig com comunidades das áreas de influência das usinas que sofrem com períodos de secas prolongadas ou cheias intensas. Os ribeirinhos também são informados sobre o trabalho realizado em parceria com a Defesa Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Os eventos buscam integrar a sociedade com os empreendimentos de geração de energia, informando sobre os procedimentos operativos das usinas da Empresa, os trabalhos de segurança de barragens, as ações ambientais realizadas em cada região e as ações do Programa Peixe Vivo, da Cemig, para a preservação das espécies nativas.

Além das apresentações sobre os procedimentos operativos das usinas, em 2011 foi incluída na programação uma palestra sobre a importância das previsões meteorológicas para o planejamento de ações nas hidrelétricas. Essa apresentação é realizada pela equipe do Centro de Climatologia Cemig.

 
  
 
   
 


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